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domingo, maio 29, 2011

Projeto Integrado é um aliado para mostrar a relação entre teoria e prática

Por Claudemir Schmitz

Teoria e prática, uma relação que muitas vezes parece dispersa na cabeça dos estudantes, tem um aliado no Curso de Comunicação Social da Unisul: o projeto integrado. Criado para diminuir a fronteira entre esses dois campos, o projeto entra no quinto ano. Hoje ele envolve todas as fases dos cursos de Publicidade e Propaganda, e Jornalismo, e é realizado todo semestre.

A primeira edição do projeto ocorreu em 2007 de maneira experimental. Nem todas as turmas participaram da atividade. “Aquele ano ele foi usado como forma de ensaio”, lembra a ex-coordenadora do curso de Comunicação Social Darlete Cardoso.

O teste serviu pelo fato de que no ano seguinte o curso de Comunicação Social trocou de currículo e de projeto pedagógico. Com a nova proposta, veio também a permanência do projeto integrado.

Então, pela primeira vez, em 2008, o projeto envolveu todas as turmas. Com a iniciativa, os professores tentam mostrar para os alunos que uma disciplina pode ter relação com a outra. “A intenção é que as disciplinas não fiquem soltas. Buscamos trabalhar a dicotomia teoria e prática”, afirma Darlete.

Mas para o projeto dar certo dois ingredientes são fundamentais: professor e aluno. “Precisamos que eles estejam motivados a realizar o trabalho”, conta a ex-coordenadora. Ela lembra que no começo existia um pouco de resistência entre alunos e professores. No entanto, agora o cenário é diferente, já está incorporado à cultura do curso. “Hoje todos contam com a realização do projeto”, garante.

Para o mercado de trabalho, assunto que tanta interessa aos alunos, Darlete lembra que o projeto tem uma contribuição significante, justamente por unir teoria e prática. “Não existe um sem o outro”.

Por meio de uma discussão entre os professores é definido o tema do projeto integrado. A cada semestre é escolhido uma temática diferente. Neste semestre foi adotado o tema empreendedorismo. “O tema está alinhado com o que prega a Unisul, formar cidadãos capazes de entender e transformar o mundo onde vivem, além de questões da atualidade”, diz o atual coordenador Ildo Silva.

Ele afirma a importância do tema para os acadêmicos que estão prestes a entrar no mercado de trabalho. “O mercado não cresce na mesma velocidade da formação de profissionais. Assim, o empreendedorismo é uma alternativa para que o acadêmico, após deixar a universidade, assuma um papel no mercado”, considera.

Porém empreender não significa ter que abrir o próprio negócio. “O acadêmico pode ser empreendedor no negócio já estabelecido, levando novas práticas e novas técnicas profissionais às empresas”, finaliza Silva.

quarta-feira, junho 02, 2010

Alunos apontam dificuldades para desenvolver Projeto Integrado

Claudemir Schmitz

Alunos do curso de Comunicação Social da Unisul de Tubarão apresentaram na última sexta-feira, 28, os trabalhos referentes ao Projeto Integrado. O tema foi sobre violência. Para falar do assunto, os alunos fizeram banners, documentários, peças publicitárias e um jornal. As salas receberam uma atenção especial. Balões, tecidos e luzes foram utilizados para customizar os ambientes.

O professor do curso Gutenberg Geraldes gostou do que viu. “Os trabalhos são bem interessantes no aspecto holístico. Cada turma abordou o tema de forma diferente”, comenta o docente.

Mas para tudo isso ficar pronto deu muito trabalho. Foram meses de planejamento, discussões e estudos. Para os alunos, foi um teste de superação. Eles apontam que existe uma série de dificuldades para realizar o projeto.

Segundo os estudantes, a principal delas é a distância. “Cada um mora em uma cidade. Isto atrapalha no contato com o restante do grupo”, considera a aluna da 3ª fase de jornalismo Keilla Brasil. “A maioria trabalha. Com isso, fica difícil se reunir”, relata o estudante da 1ª fase de jornalismo Filipe Borges.

Já a acadêmica Mariellen Colombo, do 3° semestre de Publicidade e Propaganda, analisa que precisa ter mais organização quanto à elaboração do Projeto Integrado. “Há uma certa desorganização na hora de repassar o tema para os alunos”, afirma a estudante.

Para ela, a forma como o projeto é aplicado em cada cadeira também dificulta o desenvolvimento. “Em cada disciplina, a gente tem que fazer um trabalho diferente. O mesmo trabalho teria que ser direcionado e adaptado às cadeiras. Assim, seria trabalho integrado”, pensa Mariellen.

quarta-feira, maio 19, 2010

À espera de um lar

Claudemir Schmitz


Pela BR-101 passam, durante a temporada de Verão, mais de 50 mil veículos diariamente. O que ninguém vê é o que acontece na Casa-Lar Irmã Carmen, entidade que fica a 100 metros da margem da rodovia, em Araranguá. Ali as vidas de três jovens se encontram.

De nomes fictícios para proteger as identidades, Fernanda, 14 anos, Guilherme (foto), 13, e Rodrigo, 15, aguardam que, um dia, um daqueles milhares de carros que voltam para casa, das divertidas férias, parem e os levem para um lar onde possam encontrar o carinho e o afeto que só uma família pode oferecer.


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Para os três adolescentes, a esperança de encontrar um lar adotivo passa, assim como os carros da BR, à medida em que a vida avança. Quanto mais velhos, menores as chances de encontrar uma família interessada em dar-lhes acolhida definitiva.

Guilherme e Rodrigo

Guilherme, 13 anos, chegou à Casa-Lar há cinco anos. Ele faz parte de uma família de sete irmãos. Todos passaram pela entidade. Hoje só restam na instituição o garoto e o irmão mais velho, Rodrigo. Ao longo dessa espera para serem adotados, eles viram a adoção dos irmãos.

Duas irmãs foram adotadas por famílias de Araranguá. Uma outra menina, que nasceu com deficiência leve, provocada pelo uso de drogas pela mãe, está com um casal de Santa Catarina. O contato com essa irmã é pouco frequente.

No final de 2008, outros três foram adotados por um casal francês. Eles tinham cinco, sete e oito anos de idade quando foram morar na Europa. Separados pela distância, Guilherme e Rodrigo mantêm contato com os irmãos, através de e-mails e telefonemas.

No entanto, nos últimos meses, a comunicação vem se tornando difícil. Os três que vivem na França estão desaprendendo o português. “Eu tenho muita vontade de aprender francês para poder voltar a falar com eles, pois sinto muita saudade”, diz Rodrigo.

Fernanda

Já Fernanda está na casa há quase dois anos. Foi levada até a instituição após denúncias de vizinhos. A mãe deixava a menina, na época com 12 anos, sozinha com as três irmãs. Uma de três, outra de quatro e uma de nove anos. O destino da mãe era festas noturnas. Quanto ao pai a garota prefere não comentar.

“Hoje eu não tenho mais vontade de voltar para a casa. O que eu quero é ser adotada”, conta Fernanda, que já viu as três irmãs ganhar novas famílias. “Eu prefiro mil vezes que elas estejam lá com uma nova família do que estar aqui e não ter a perspectiva de ter uma família”, desabafa a menina.

Um sonho que parece distante

Mesmo com esperança de ganhar um lar, Fernanda sabe que isso não vai ser fácil. Atualmente existem quatro menores na fila de adoção, na Comarca de Araranguá. Todos eles são adolescentes. Porém, para ganhar uma nova família precisam ter alguém disposto a receber não mais uma criança, mas sim um jovem.

Preferência por crianças

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 80,7% dos interessados em adotar exigem crianças com, no máximo, três anos, ao passo que só 7% das crianças cadastradas possuem essa idade. “As pessoas acham que é mais fácil moldar e educar crianças. Já um adolescente elas pensam que seria difícil adaptar ao novo lar, mas isso é puro preconceito”, considera a assistente social judiciária da Comarca de Araranguá, Jaira Gomes.


Para saber como adotar uma criança, entre no site do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Casa Semi Liberdade ajuda jovens infratores

No Brasil, em dez anos, o número de jovens infratores cresceu quatro vezes. Em Araranguá, a Casa Semi Liberdade atende adolescentes que cometeram algum tipo de delito. Reportagem de Claudemir Schmitz.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Análise Semiótica

A disciplina de Semiótica, do professor Mario Abel Bressan, propôs o desenvolvimento de uma análise semiótica do filme “Escritores da Liberdade”. Os primeiros artigos já chegaram e o download pode ser feito logo abaixo. Os acadêmicos são de Publicidade e de Jornalismo.

Angélica Brunatto , Anny Caroline S. de Carvalho, Catarina Meister Ko Freitag, Claudemir Pereira Schmitz Junior, Eliana Maria Maccari, Fabíola Oliveira, Fabrine Jeremias de Souza, Guilherme Passos dos Santos, Laís Clemes, Lays Figueiredo Miranda, Lucas Mendes Fernandes, Lysiê Oliveira dos Santos, Victor Hugo Francioni Martins, César Vinicius dos Santos, Ramon Agacê.


Post atualizado no dia 29/03/2010.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Crianças perdem a infância para o crime

Por Claudemir Schmitz


Anderson começou a usar drogas com apenas 7 anos de idade. Hoje com 16 anos já perdeu as contas de quantas vezes foi preso. Sérgio cometeu um assassinato aos 15 anos de idade. O motivo: acerto de drogas. Tiago, de 16 anos, já cometeu inúmeros assaltos para manter o vício das drogas.

Anderson, Sérgio e Tiago fazem parte de uma geração que cada vez mais assusta o país. Ainda crianças entram para o mundo das drogas, na adolescência iniciam no tráfico. Se não recuperados nessa fase, tornam-se adultos que praticam atos que aterrorizam a sociedade.

No Brasil, em dez anos, o contingente de menores que ingressaram em centros de reabilitação e internatos cresceu quase 400%. São cerca de 60 mil adolescentes que cometeram algum tipo de infração.

Confira o restante da história desses adolescentes, clicando aqui.