quarta-feira, maio 26, 2010

Em busca de uma solução para a violência e as drogas

Anderson MachadoA psicóloga Jaqueline Klein Simionato já recebeu muitos pacientes que estavam envolvidos com algum tipo de violência. Para ela, o tema em debate pode ser combatido com a fé e educação.- Independente disso a internação, no caso de um viciado, é inevitável. O paciente deve ser submetido a medicamentos, somado ao tratamento psicológico para desintoxicação-, esclarece a profissional.No Conselho Tutelar de Araranguá, são encaminhados para clínicas de recuperação seis adolescentes por semana, o que corresponde a 90% das denúncias efetuadas no órgão.- É dever do Estado garantir a educação, saúde e moradia para essa gente. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tem sido visto com muito preconceito ainda por parte da sociedade, e principalmente, pelas autoridades legalmente constituídas...

terça-feira, maio 25, 2010

Violência Infantil, danos ao futuro

Anny CarolineMuitos têm casas, mas nem todos têm a chance de ter um lar. Uma casa se constrói com tijolos, madeira, cimento e etc. Um lar se constrói com amor e respeito.A falta de um lar é o verdadeiro motivo pelo qual muitas crianças foram parar na Casa-Lar Irmã Carmen na cidade de Araranguá. Um lugar que além de oferecer abrigo e comida, se preocupa com o bem estar da criança e do adolescente, devolvendo a estes a dignidade que lhes foi roubada, mostrando que são especiais o suficiente para protagonizarem as suas próprias vidas.A verdadeira razão para que estes pequenos chegassem até lá é a violência que sofreram. Esta pode ser de quatro tipos: violência física, violência psíquica ou emocional, a negligência ou abandono e o abuso sexual.Todo...

Ensinando a dizer não

Fabíola OliveiraDesde a adolescência, a soldado Regiane Terezinha Miranda sonhava ser policial militar. A profissão de seus irmãos mais velhos. Ela conseguiu realizar esse sonho. Há seis anos faz parte da Polícia Militar, e há cinco do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).Para ser policial voluntário do programa, Regiane e todos os instrutores do Proerd, passaram por uma análise de perfil e um curso de habilitação. Para lecionar, os policiais devem ter facilidade para se comunicar, criatividade, boa conduta, não ser fumantes, nem fazer uso excessivo de álcool.No curso de habilitação, o futuro instrutor participa de 80 horas de aula com profissionais das áreas da saúde, educação e legislação. Após o curso, o policial...

quarta-feira, maio 19, 2010

Lei Maria da Penha: uma aliada contra a violência

Angelica BrunattoAs mulheres podem sofrer agressões tanto físicas quanto psicológicas. O ato pode vir dos maridos, companheiros, filhos ou pais, e surge dentro da própria casa. Sofrendo traumas ou não, a mulher vítima de violência doméstica tem o direito de denunciar o agressor.Veja maisQuando o "sim" não representa felizes para sempre Agredir uma mulher é crime. “A mulher, historicamente, é a maior vítima de violência nos lares”, argumenta o advogado Maurício Zanotelli.Advogado Maurício ZanotelliE foi para compensar esse problema histórico que, em 7 de agosto de 2006, o Brasil ganhou mais uma aliada contra a violência doméstica: a lei 11.340 , conhecida como lei Maria da Penha. Ela trouxe mais segurança para aquelas que sofrem no lar.A lei...

Combentu: um lugar de carinho e dedicação

Catarina Ko. FreitagA Combemtu – Comissão Municipal do Bem Estar do Menor de Tubarão foi criada em agosto de 1975. Esta entidade surgiu logo após a enchente de 1974. Desde o início,a comissão tinha por finalidade auxiliar, através de projetos, crianças das famílias carentes.Hoje, a instituição atua na educação complementar de crianças e adolescentes em situação de risco. Tem como objetivo tirar os jovens das ruas, dando a eles oportunidades. A comissão atende meninos e meninas carentes de 05 a 17 anos e 11 meses, que frequentam as escolas municipais e estaduais.A coordenadora geral Janine C. K. de Lima enfatiza o importante papel da Combemtu na sociedade . “Nós tiramos crianças e adolescentes que estão passando por uma desestrutura familiar...

Instituição beneficia crianças desamparadas

Lysiê SantosA Casa- Lar Associação Irmã Carmen está localizada no bairro Polícia Rodoviária, próximo ao centro do município de Araranguá. A casa disponibiliza abrigo provisório para a proteção da integralidade física e emocional de crianças e adolescentes.A Casa-Lar é uma associação civil sem fins lucrativos, de caráter beneficente, educacional, cultural e de assistência social. Está articulada ao Conselho Tutelar, Juizado da Infância e Juventude, Ministério Público e parcerias de empresas para a manutenção.Segundo o diretor da casa, João Izé da Rosa, um dos objetivos é manter e desenvolver o ensino e a educação nos vários níveis, para a formação educacional, profissional e cultural. Também promover o desenvolvimento humano e o bem estar de...

Arte como oportunidade

Fernando H. T. da SilvaA arte sempre foi uma das mais populares maneiras de o ser humano descrever o que sente. Mas não se trata apenas de expressar alegria ou tristeza. A arte virou opção para quem quer fugir do mundo das drogas e da violência. Isto é o que demonstra o Projeto Repercussão da Comissão Municipal do Bem Estar do Menor de Tubarão (Combemtu).O projeto é uma abordagem diferente na relação de prevenção as drogas, utilizando a música, o teatro e a dança. O professor Léo Luciano, psicólogo social e coordenador do projeto, explica que o foco das drogas é mudado para o comportamento dos alunos. “Acreditamos que, através da arte e da música, os adolescentes encontram uma forma de manifestar seus sentimentos e, assim, não precisam recorrer...

Judô afasta crianças e adolescentes da violência

Leonardo Fraga TeixeiraO esporte aumenta a auto-estima dos jovens e ocupa o tempo ocioso com atividades físicas e o projeto esportivo da Combentu – Comissão Municipal do bem estar do menor de Tubarão tem como objetivo, mostrar o potencial de cada criança e adolescente, tirando-os de um ambiente vulnerável à violência, e oferecendo oportunidades, além de mostrar um novo jeito de ver o mundo.A Combentu realiza diversas atividades com seus alunos, como capoeira, futebol, teatro, dança, judô, entre outras. Segundo o Coordenador geral de esportes, Jaison Tavares, “estas atividades dão valor para as crianças e fazem com que se tornem cidadãos melhores futuramente”.Além de coordenador, Jaison é professor de judô e diz que este esporte incentiva os...

Proerd: prevenir é melhor do que recuperar

Emile BorgesO Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) tem como base o D.A.R.E (Drug Abuse Resistance Education). Teve início no ano de 1983, na cidade de Los Angeles,nos Estados Unidos. O projeto foi criado pela professora Ruth Rich, em conjunto com o departamento de Polícia. Atualmente, o programa está presente em mais de 58 países. No Brasil,chegou no ano de 1993.O programa é desenvolvido em escolas para os alunos do quinto ano.O instrutor é um policial militar fardado que,além da presença em sala de aula, passa uma mensagem de valorização à vida, a importância de ficarem longe das drogas. As informações transmitidas às crianças a respeito das drogas e dos tipos de abordagens a que estão sujeitas atuam como uma...

Prevenir para combater

Fabrine JeremiasEm Criciúma, existem poucos programas de prevenção às drogas. A Polícia Militar realiza um deles que faz um programa preventivo específico, o Proerd (Programa Educacional de Resistências às Drogas e a Violência), que tem como finalidade diminuir e erradicar o uso de drogas entre crianças e adolescentes.No primeiro ano na cidade, foram formadas 4.400 crianças e, no ano de 2009, o Proerd completou 10 anos de aplicação. Desde a implantação no Estado, o Proerd formou mais de 800 mil crianças. Atestando assim a credibilidade e mostrando que iniciativas como essas fazem a diferença.A faixa etária mais preocupante é na fase da adolescência. "Visto que é a fase onde fica mais latente a busca pelo desconhecido e quando as divergências...

Acreditar em um sonho

Laís ClemesEm meio às histórias de abandono, crianças ainda sonham encontrar uma nova família, acalentam isso por noites, anos a fio. Essa é a realidade de muitos que estão na Casa-Lar Irmã Carmen. Apesar do lar e do amor proporcionado, a vontade, o sonho de ter uma família são maiores.Crianças brincam na Casa-Lar Irmã Carmen enquanto esperam ser adotadas Isabela, de 14 anos, sonhou. Acreditou que poderia ter novamente o calor que só uma família proporciona. Num dia como qualquer outro, foi surpreendida por uma mulher, que visitava a entidade com um único objetivo: levar felicidade a uma criança por um dia, sem importar a idade.A jovem, apesar de sonhar, pouco acreditava que um dia seria adotada, chegou à casa com mais sete irmãos. Aos poucos,...

À espera de um lar

Claudemir SchmitzPela BR-101 passam, durante a temporada de Verão, mais de 50 mil veículos diariamente. O que ninguém vê é o que acontece na Casa-Lar Irmã Carmen, entidade que fica a 100 metros da margem da rodovia, em Araranguá. Ali as vidas de três jovens se encontram.De nomes fictícios para proteger as identidades, Fernanda, 14 anos, Guilherme (foto), 13, e Rodrigo, 15, aguardam que, um dia, um daqueles milhares de carros que voltam para casa, das divertidas férias, parem e os levem para um lar onde possam encontrar o carinho e o afeto que só uma família pode oferecer.Veja maisInstituição beneficia crianças desamparadasAcreditar em um sonhoViolência Infantil, danos ao futuroPara os três adolescentes, a esperança de encontrar um lar adotivo...

Aprender um futuro diferente

Eliana MaccariA segunda-feira é o dia mais esperado pelas crianças do 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Hercílio Amante, na cidade de Criciúma. Essa expectativa gira em torno da participação da turma no Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd).Veja maisEnsinando a dizer nãoPrevenir para combaterProerd: prevenir é melhor do que recuperarSegundo a professora do 5º ano, Maria Abel Coral, as crianças vêm de comunidades onde as drogas são conseguidas e consumidas facilmente. “Então é importante que eles saibam o quanto isso é prejudicial para a saúde deles e que isso aconteça dentro da escola, para que os ensinamentos sejam ampliados”, declara.O aluno Luan Plácido Ghisi, de 10 anos, adora fazer parte das...

Quando o “sim” não representa felizes para sempre

Lisiane BackRita de Cássia*, 31 anos, auxiliar de serviços gerais, casada, mãe de dois filhos. Agredida pelo marido dentro da própria casa.Veja maisLei Maria da Penha: uma aliada contra a violênciaQuando Rita casou, aos 16 anos, não esperava que em pouco menos de um ano seria mais uma vítima da covardia de um homem dominado pelo uso das drogas. A vontade de desistir e o sentimento de arrependimento por ter saído da casa dos pais passava na cabeça dela as todas as vezes que era agredida pelo marido.Rita não consegue contar quantas vezes foi atacada. “O meu maior desejo era esquecer tudo o que acontecia”, revela.Mesmo sofrendo, Rita tinha a esperança de conseguir dar a volta por cima e mudar o roteiro dessa história. Esse foi o motivo que a fez...

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